NF-e e NFC-e
Rejeição 1080: faça o total do IBS estadual acompanhar os valores enviados nos itens
A rejeição 1080 ocorre quando o IBS estadual no total da nota não corresponde à soma do IBS estadual dos itens. O empresário pode começar pedindo ao suporte uma relação dos valores enviados e a diferença encontrada. Mudar alíquota, mercadoria ou preço sem identificar a causa transforma uma divergência técnica em…
A rejeição 1080 ocorre quando o IBS estadual no total da nota não corresponde à soma do IBS estadual dos itens. O empresário pode começar pedindo ao suporte uma relação dos valores enviados e a diferença encontrada. Mudar alíquota, mercadoria ou preço sem identificar a causa transforma uma divergência técnica em risco de informação fiscal incorreta.
A mensagem oficial é “Rejeição: Total de IBS UF difere da soma dos itens”. Ela não informa que todo o cálculo tributário está errado. Indica que duas partes do mesmo documento precisam ser conciliadas: as parcelas dos itens e o total da competência estadual.
Qual regra e quais campos conferir
A W41-10 da NT 2025.002-RTC v1.52, página 70, contempla a autorização da NF-e modelo 55 e da NFC-e modelo 65. O valor do item está em det/imposto/IBSCBS/gIBSCBS/gIBSUF/vIBSUF. O total correspondente fica em total/IBSCBSTot/gIBS/gIBSUF/vIBSUF.
Não confunda esse campo com vIBS, que identifica o valor do IBS, nem com vIBSMun, do componente municipal, ou vCBS. O código 1080 pede somar o campo estadual dos itens. Os valores de diferimento e tributo devolvido também possuem totalizadores próprios, vDif e vDevTrib.
O cálculo do imposto de cada item tem outras regras. Assim, é possível que o total bata com as parcelas e ainda exista erro no valor de um item. A igualdade da soma é uma verificação; o enquadramento e o cálculo fiscal correto são outra. O suporte e o responsável fiscal precisam tratar os dois pontos conforme a evidência.
Documento atual e implantação
Em 10/10/2026, a consulta oficial encontrou a v1.52 como a versão mais recente listada pela SVRS, publicada em 01/10. O aviso ENCAT de 05/10 adiou sua implantação para 26/10 em homologação e 16/11/2026 em produção. A W41-10 é herdada e não traz nota individual de implementação futura na página 70. O adiamento dessa versão não comprova que a regra anterior deixou de ser aplicada.
A coluna “obrigatória” é uma indicação documental, sem substituir a conferência do ambiente que retornou a rejeição. Registre UF, autorizador, produção ou homologação e versão do emissor. A pesquisa deste artigo não incluiu emissão de teste por estado nem certificação de implantação uniforme. Também não transforma ausência de rejeição em dispensa das obrigações legais.
Diagnóstico que ajuda a encontrar a causa
Preserve o XML efetivamente transmitido e o retorno completo. Não compare somente com uma tela atualizada depois do envio. Peça uma lista com o número de cada item e o valor de vIBSUF que consta naquele arquivo. Some as parcelas e confronte o resultado com o total estadual.
Se houver diferença, procure qual etapa a introduziu. Um item ficou fora da seleção? Um total antigo foi mantido? O cabeçalho foi calculado com maior precisão do que os valores escritos nos itens? Um campo recebeu indevidamente diferimento ou devolução de tributo? Cada hipótese leva a uma correção diferente.
A W41-10 não prevê tolerância de centavos. O total deve acompanhar os valores monetários finais enviados, definidos com duas casas decimais no leiaute. Uma tolerância específica da regra de cálculo do item não pode ser transportada para essa comparação. Evite aceitar uma diferença pequena apenas por parecer irrelevante comercialmente.
Correção por cenários
As parcelas estão certas, mas o cabeçalho ficou antigo
Depois de corrigir um item legitimamente, o sistema pode conservar o total anterior. Recalcule os totais a partir das parcelas finais e regenere o arquivo pelo emissor. Verifique se a integração guarda um resultado em memória ou reutiliza um XML já preparado.
Se a correção mudou também a base ou o tratamento fiscal dos itens, não atualize apenas o cabeçalho. Confira o documento inteiro. A reconstrução precisa preservar a operação e impedir que uma divergência seja corrigida enquanto outra permanece escondida.
O total foi calculado por uma fórmula independente
Uma rotina calcula cada item e outra calcula o imposto sobre uma base global. Diferenças de arredondamento podem aparecer mesmo sem erro de digitação. A solução técnica da totalização é somar os valores finais dos itens, com aritmética adequada, em vez de recalcular o total por uma fórmula paralela.
Como demonstração aritmética, duas parcelas internas de 0,026 podem ser gravadas como 0,03 cada, enquanto o agregado interno de 0,052 é gravado como 0,05. O XML dos itens soma 0,06. Esse exemplo mostra por que etapas diferentes geram diferença; não prescreve uma regra universal de arredondamento tributário. O cálculo de origem deve ser validado separadamente.
A integração adicionou valores de outra rubrica
O total estadual recebe um campo genérico de “IBS” ou um imposto antes dos ajustes, enquanto os itens enviam vIBSUF final. Compare as origens. Não some novamente diferimento, devolução ou imposto municipal para completar o total estadual.
Se a causa está no mapeamento, separe os campos e acumuladores antes da geração do XML. Alterar manualmente o arquivo já assinado não corrige a rotina e pode invalidar a assinatura. A emissão seguinte também continuará vulnerável se o erro de origem não for corrigido.
Exemplo original de conciliação
Uma empresa fictícia envia três itens com IBS estadual de R$ 1,43, R$ 0,78 e R$ 0,29. A soma é R$ 2,50. O cabeçalho apresenta R$ 2,80 porque uma rotina adicionou R$ 0,30 de diferimento ao valor estadual já registrado nos itens.
O suporte confirma que as parcelas foram calculadas corretamente para aquela operação, retira a mistura do acumulador e reconstrói o total estadual para R$ 2,50. O diferimento continua em seu campo próprio. Não muda a alíquota nem reduz um item para compensar o erro. Os valores são ilustrativos e não definem tributação aplicável a qualquer mercadoria.
Verificação do resultado e escalonamento
Examine o XML regenerado e repita a soma antes de retransmitir. Confira que os totais municipal, de CBS, diferimento e tributo devolvido continuam coerentes. Gere nova assinatura pelo emissor quando o conteúdo mudar. Analise a resposta da mesma chave e ambiente; o desaparecimento da 1080 não garante autorização. Preserve o protocolo quando houver autorização efetiva.
Acione o suporte quando o arquivo não acompanha a tela, o valor errado reaparece ou a divergência depende da quantidade de itens. Envie a relação das parcelas, diferença, XMLs, retornos e versão do sistema por canal apropriado. Procure a contabilidade quando a dúvida estiver no cálculo, classificação ou ajustes dos itens. Se soma e total já coincidem no XML transmitido, investigue o arquivo recebido pelo autorizador e o roteamento, sem insistir em envios iguais.
Fontes
Consulta e revisão documental por IA: 10/10/2026. Sem certificação fiscal humana ou teste operacional de todas as UFs.
NT 2025.002-RTC v1.52, páginas 6, 19, 29 e 70; UB35, W41 e W41-10.
Migrate/InvoiCy, 1080: apoio específico ao somatório estadual.
FlexDocs, 1080: apoio específico à conciliação e precisão. Seus exemplos de programação não substituem todos os ajustes fiscais do item.
NDD Space, catálogo de rejeições: terceiro publicador com mensagem catalogada, apoio adjacente sem procedimento específico completo.