NF-e e NFC-e
Rejeição 1077: concilie o diferimento estadual do IBS sem misturar outros tributos
A mensagem 1077 informa que o diferimento do IBS estadual apresentado no total da nota não corresponde aos valores de diferimento dos itens. O empresário deve pedir ao suporte uma comparação dessas parcelas no XML enviado. Não é necessário mudar o preço da venda, nem retirar um tratamento fiscal legítimo apenas para…
A mensagem 1077 informa que o diferimento do IBS estadual apresentado no total da nota não corresponde aos valores de diferimento dos itens. O empresário deve pedir ao suporte uma comparação dessas parcelas no XML enviado. Não é necessário mudar o preço da venda, nem retirar um tratamento fiscal legítimo apenas para fazer o documento passar.
O texto oficial é “Rejeição: Total de Diferimento do IBS UF difere da soma dos itens”. Diferimento representa um tratamento tributário cujo valor tem campo próprio. A rejeição trata da soma desse valor; sozinha, não comprova que a operação tem direito ao diferimento ou que o percentual usado está correto.
Onde a regra se aplica
A W38-10, na página 70 da NT 2025.002-RTC v1.52, está indicada para NF-e modelo 55 e NFC-e modelo 65 no serviço de autorização. “UF” identifica o componente estadual do IBS. Não significa que o total reúne o diferimento estadual, o municipal e o da CBS.
Nos itens, o valor está em det/imposto/IBSCBS/gIBSCBS/gIBSUF/gDif/vDif. No total, o caminho é total/IBSCBSTot/gIBS/gIBSUF/vDif. O grupo gDif existe no item, mas não aparece nesse caminho do total. Essa diferença é relevante para quem integra sistemas.
A página 19 relaciona o preenchimento do grupo de diferimento ao indicador da tabela de CST. Já a W38-10 confere os valores efetivamente informados. O total de diferimento não substitui o total de IBS estadual, que utiliza vIBSUF e tem a rejeição 1080. A devolução de tributo utiliza vDevTrib, com rejeição 1078. Campos próximos exigem acumuladores separados.
Vigência e limites da orientação
Na consulta oficial de 10/10/2026, a versão mais recente localizada é a v1.52, publicada no portal SVRS em 01/10. O aviso ENCAT de 05/10 adiou a implantação dessa versão para 26/10 em homologação e 16/11/2026 em produção. A W38-10 é herdada e não contém nota individual de implementação futura na página 70. O aviso não deve ser interpretado como suspensão de todas as regras anteriores.
A coluna de aplicação obrigatória define a regra documental, sem provar ativação operacional idêntica em cada UF. Confirme ambiente, autorizador e retorno completo. Ausência de uma rejeição não comprova dispensa de obrigação fiscal. Este artigo resulta de pesquisa documental, sem teste real de emissão por estado.
Como localizar a causa
Guarde o XML transmitido e a resposta da SEFAZ. Relacione os itens que contêm gIBSUF/gDif/vDif e some os valores enviados. Compare com o vDif estadual dos totais. Peça ao suporte que mostre número do item, valor e caminho completo: procurar apenas por “vDif” pode capturar valores municipais ou de CBS.
Confira se o documento foi alterado depois do cálculo e se uma integração recebeu dados de versões diferentes. A tela do emissor pode exibir o valor atualizado enquanto o arquivo transmitido ainda conserva o anterior. Anote também modelo, UF, ambiente, data e versão do sistema para tornar o diagnóstico reproduzível.
A W38-10 não apresenta tolerância de centavos. Compare os valores monetários finais do XML, com duas casas decimais. Uma margem encontrada na regra de cálculo de outro campo não pode ser importada para a soma. Se houver diferença de arredondamento, corrija a formação das parcelas e do total pelo emissor.
Três cenários de correção
O total ficou desatualizado após uma alteração
Um item recebeu uma correção fiscal legítima, mas o cabeçalho permaneceu com o valor de antes. Se o diferimento de cada item está correto, regenere os totais usando essas parcelas. Se os próprios itens estão errados, recalcule-os primeiro, com a classificação e os percentuais cabíveis.
Não basta fazer o total “bater” com parcelas incorretas. A concordância matemática e a adequação tributária são verificações diferentes. O responsável fiscal define o tratamento da operação; o suporte assegura que o arquivo representa esse tratamento.
O mesmo acumulador reúne três ramos
Uma integração procura todas as tags vDif e grava a soma no total estadual. Nesse caso, inclui valores municipais e de CBS que possuem totais próprios. A correção é selecionar o caminho do IBS da UF e separar a rotina de cada tributo.
O mesmo cuidado vale para um campo do banco de dados reaproveitado. Se a origem mistura valores, a separação deve ocorrer antes da montagem do XML. Ajustar manualmente o arquivo final não corrige a causa e pode invalidar sua assinatura.
O cadastro indica diferimento indevido
A empresa não reconhece o tratamento usado nos itens. Pare a correção automática e peça análise do enquadramento, da tabela aplicável e da operação. Se ficar demonstrado que o grupo foi incluído incorretamente, corrija a parametrização e regenere itens e totais juntos.
Não escolha outro CST apenas porque ele permite o grupo. Tampouco atribua diferimento a todos os produtos para justificar o total. A rejeição de soma não cria benefício nem comprova autorização para usar um regime fiscal.
Exemplo original
Em um teste fictício de uma operação cujo tratamento foi validado pelo responsável fiscal, três itens enviam diferimento estadual de R$ 1,20, R$ 0,85 e R$ 0,45. A soma é R$ 2,50. A rotina de totalização grava R$ 3,00 porque acrescentou R$ 0,50 de diferimento municipal.
O suporte identifica a origem de cada parcela, separa o acumulador estadual e regenera o total para R$ 2,50. O valor municipal continua em seu ramo próprio. Ninguém altera mercadoria, preço ou enquadramento para compensar a diferença. O exemplo explica uma mistura técnica; não estabelece alíquota, percentual ou direito ao diferimento.
Como verificar e quando pedir ajuda
Antes de retransmitir, confira a soma estadual no XML novo e a separação dos demais totais. Gere e assine novamente pelo fluxo do emissor quando houver mudança. Analise o retorno da tentativa corrigida. Uma resposta com outra rejeição exige novo diagnóstico; somente o resultado de autorização correspondente à chave e ao ambiente confirma a emissão, com protocolo preservado.
Acione o suporte quando o total volta a misturar ramos ou o arquivo não acompanha o recálculo. Procure a contabilidade para dúvidas sobre permissão, percentual ou enquadramento do diferimento. Se as parcelas e o total coincidirem no XML efetivamente enviado e o 1077 continuar, reúna o arquivo, retorno, versão e identificação do autorizador para atendimento. Não repita envios sem uma mudança fundamentada.
Fontes
Consulta e revisão documental por IA: 10/10/2026. Sem certificação fiscal humana ou comprovação operacional de todas as UFs.
NT 2025.002-RTC v1.52, páginas 6, 19, 29 e 70; UB21–UB23, W38 e W38-10.
Migrate/InvoiCy, 1077: apoio específico ao somatório.
Sankhya, 1077: apoio específico, com telas próprias. A fórmula simplificada não foi generalizada para todo enquadramento.
NDD Space, catálogo de rejeições: terceiro publicador, com mensagem catalogada; apoio adjacente, sem procedimento específico equivalente.