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NF-e

Rejeição 1072: confira a chave e o item de origem repetidos na NF-e

Se a NF-e voltou com o código 1072, confira os vínculos entre os produtos da nota atual e os itens dos documentos de origem. O autorizador identificou uma referência repetida: a mesma chave de acesso e o mesmo número de item foram informados mais de uma vez. Antes de excluir qualquer referência, descubra qual linha…

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Capa ilustrada da ALRA: Rejeição 1072: confira a chave e o item de origem repetidos na NF-e.

Se a NF-e voltou com o código 1072, confira os vínculos entre os produtos da nota atual e os itens dos documentos de origem. O autorizador identificou uma referência repetida: a mesma chave de acesso e o mesmo número de item foram informados mais de uma vez. Antes de excluir qualquer referência, descubra qual linha foi vinculada incorretamente e qual operação está sendo documentada.

A mensagem da NT 2025.002-RTC v1.52 é “Rejeição: DFe/Item referenciado em duplicidade [nItem: 999]”. O número indicado no retorno ajuda a localizar a ocorrência; não significa que exista necessariamente um produto de número 999. Guarde a resposta completa e o XML transmitido. A conferência precisa alcançar todos os itens, porque a referência repetida pode estar em outra linha da mesma nota.

Qual é o contexto da validação

A regra VC02-20, página 69, pertence ao serviço de autorização da NF-e modelo 55. O vínculo fica no grupo DFeReferenciado de cada item. A comparação considera chaveAcesso e nItem desse grupo: o número do item referenciado é o da nota de origem, não a posição do produto na nota atual.

Na versão conferida, a coluna de modelo da VC02-20 indica 55. A NFC-e 65 possui vedação própria ao referenciamento por item, VC02-04, código 708. Portanto, uma rotina usada para devolução em NF-e não deve ser transportada automaticamente para a NFC-e.

A consulta documental foi realizada em 10/10/2026. A SVRS lista a v1.52, publicada em 01/10/2026. O aviso ENCAT de 05/10 adiou a implantação dessa versão para 26/10 em homologação e 16/11 em produção. Isso não suspende automaticamente a VC02-20, herdada de versões anteriores. A regra não traz, em sua linha, indicação de implementação futura. UF, autorizador e ambiente do retorno devem ser identificados; a leitura documental não comprova ativação uniforme em todos eles.

O que pode provocar a duplicidade

Uma importação pode copiar a referência do primeiro produto para os seguintes. Também pode haver seleção manual repetida, associação pelo código interno do produto em vez da posição no XML original ou montagem do arquivo por duas rotinas diferentes. Essas são hipóteses de investigação: a causa efetiva aparece na comparação do arquivo transmitido com a origem.

Outro cenário exige mais atenção: a entrada foi recebida em lotes ou localizações diferentes no estoque, embora o fornecedor tenha registrado uma única linha no documento fiscal. Na devolução, o sistema cria duas linhas e aponta ambas para o mesmo item original. A separação interna do estoque não altera, por si só, o número do item na NF-e de origem.

Não atribua o erro à chave apenas porque ela aparece várias vezes. Duas referências com a mesma chave e números de origem diferentes não repetem o mesmo par. Isso tampouco garante que todo o restante da nota esteja correto: existem outras regras para finalidade, identidade das partes e documentos referenciados.

Como organizar o diagnóstico

Peça ao suporte uma relação simples com quatro colunas: item atual, produto, chave de origem e número do item de origem. Compare essa relação com o XML original autorizado. O DANFE ajuda a compreender a operação, mas a associação técnica deve ser conferida no arquivo fiscal, inclusive quando descrições semelhantes aparecem em linhas diferentes.

Marque os pares repetidos e verifique quantidades, unidades e a finalidade da nota. Confira também se a tela foi corrigida depois de o documento ser preparado: um arquivo já montado pode conservar a associação anterior. Não edite manualmente o XML assinado; ajuste a origem do dado e gere novamente o documento pelo emissor.

A observação da VC02-20 determina que, quando nItem não estiver informado, seja considerada somente a chave. Nesse cenário, repetir a mesma chave pode gerar a duplicidade. A ausência do número não é uma solução para um vínculo errado. Na página 70, a VC03-10 proíbe o número em nota de débito tipo 03, enquanto a VC03-20 exige esse dado nas demais situações de referenciamento por item ali previstas.

Correção conforme o cenário

Produto ligado à linha errada. Se dois produtos diferentes apontam para o item 4 da origem, confirme qual deles realmente corresponde a essa linha. Corrija a outra associação para o número verdadeiro, apoiado no XML. Não distribua números apenas para que os pares fiquem distintos.

Referência duplicada pela integração. Quando a operação e o cadastro estão corretos, compare a estrutura antes e depois da transformação. Ajuste a rotina que replica o vínculo, evitando que uma correção manual na tela seja anulada na próxima geração. Reprocesse apenas o documento rejeitado pelo fluxo adequado do sistema.

Mesma origem dividida em lotes internos. Encaminhe ao responsável fiscal e ao fornecedor do emissor a necessidade de representar a devolução sem repetir indevidamente o par. Pode ser necessário rever a composição das linhas, preservando produto, quantidade, valores e rastreabilidade. Não una produtos diferentes nem retire vínculos obrigatórios para contornar a validação.

Referência realmente indevida. A retirada só cabe quando a análise da finalidade e da operação demonstrar que aquele vínculo não deve existir. Apagar todas as referências pode transformar o 1072 em outra rejeição e comprometer a relação entre documentos.

Exemplo de conferência

Uma distribuidora fictícia devolve filtros e mangueiras de uma compra. No XML do fornecedor, os filtros são o item 2 e as mangueiras, o item 5. A importação vinculou ambas as linhas ao item 2, usando a mesma chave. A equipe confere a origem e corrige somente a associação das mangueiras para o item 5.

Depois, gera um novo XML e confirma que os pares são chave/item 2 e chave/item 5. Quantidades, produtos e destinatário permanecem correspondentes à devolução real. O exemplo ilustra um erro de vínculo; não estabelece uma regra tributária para qualquer retorno de mercadoria.

Como verificar e quando escalar

Confira no novo arquivo que cada vínculo corresponde à origem e que não existem pares repetidos. Leia o novo retorno de autorização; o desaparecimento do 1072, sozinho, não comprova autorização. Preserve XML e protocolo quando houver autorização válida, vinculados à chave e à operação corretas.

Acione o suporte se a tela estiver certa e o XML repetir os dados, se a importação perder a posição original ou se houver divisão por lotes. Procure o responsável fiscal quando a composição das linhas, finalidade ou obrigatoriedade do vínculo estiver em dúvida. Para uma divergência persistente com o autorizador, reúna ambiente, UF, versão do emissor, retorno e arquivos, compartilhando-os por canal apropriado.

Fontes

Consulta e revisão por IA: 10/10/2026; sem teste de emissão por UF ou certificação fiscal humana.

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