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NF-e e NFC-e

Rejeição 1062: confira o cálculo do diferimento da CBS no item

Quando a nota retorna 1062, a primeira providência é conferir quanto de CBS foi diferido no item apontado. Diferimento e redução de alíquota são informações diferentes: o primeiro identifica a parcela do tributo cujo recolhimento foi postergado, enquanto a redução altera a alíquota utilizada. Misturar esses dois…

Blog ALRA
Capa ilustrada da ALRA: Rejeição 1062: confira o cálculo do diferimento da CBS no item.

Quando a nota retorna 1062, a primeira providência é conferir quanto de CBS foi diferido no item apontado. Diferimento e redução de alíquota são informações diferentes: o primeiro identifica a parcela do tributo cujo recolhimento foi postergado, enquanto a redução altera a alíquota utilizada. Misturar esses dois cálculos pode deixar a nota incoerente, mesmo que os valores pareçam pequenos.

A mensagem documentada é “Rejeição: Valor do Diferimento da CBS difere do calculado [nItem: 999]”. O número depois de nItem identifica a linha da nota que precisa de análise; 999 é a representação usada na documentação, não um número fixo a procurar em toda emissão. Guarde o XML transmitido e a resposta completa antes de modificar a configuração.

Onde a regra se aplica

Este artigo trata da autorização de NF-e modelo 55 e NFC-e modelo 65, regra UB61-10 da Nota Técnica 2025.002-RTC v1.52, página 49. A validação parte da existência do grupo de diferimento da CBS, gCBS/gDif, no item. Ela confere seu valor vDif; não é uma orientação sobre distribuição de documentos, eventos ou outro documento fiscal que eventualmente reutilize o mesmo número.

Na consulta de 10/10/2026, o aviso oficial ENCAT de 05/10 postergava a implantação da v1.52 para 26/10 em homologação e 16/11 em produção. A UB61-10, entretanto, já aparece na versão anterior e não contém indicação individual de implementação futura na página consultada. O aviso não comprova suspensão de validações herdadas. Confirme ambiente, UF e autorizador do retorno real: a leitura documental não equivale a teste de emissão em todas as UFs.

Qual conta deve fechar

Sem grupo de redução da CBS, a regra utiliza:

vDif = vBC × (pCBS / 100) × (pDif / 100)

Nessa expressão, vBC é a base IBS/CBS do item; pCBS, a alíquota da CBS; e pDif, o percentual de diferimento dentro de gCBS/gDif. O resultado é um valor monetário, diferente dos percentuais que participam da conta.

Se o item também informa gCBS/gRed, a observação 2 manda utilizar gCBS/gRed/pAliqEfet no lugar de pCBS. Portanto, a rotina precisa escolher a alíquota pelo conteúdo efetivamente enviado. Não basta aplicar a mesma fórmula com a alíquota normal em qualquer situação.

A observação 1 aceita tolerância de R$ 0,01 para mais ou para menos. Essa margem pertence à comparação do valor do diferimento; não autoriza inventar percentuais, alterar a base ou transportar a tolerância para outras validações. Uma diferença superior ao limite pede investigação do cálculo e do arquivo.

O que conferir na nota rejeitada

Comece pelo item indicado na resposta e compare os dados que alimentaram a conta com aqueles presentes no XML. Uma tela atualizada pode mostrar números diferentes dos que ficaram gravados em uma nota preparada antes da correção do cadastro.

Registre a base, a alíquota normal, a presença do grupo de redução, a alíquota efetiva quando aplicável, o percentual diferido e o valor diferido transmitido. Calcule novamente com esses mesmos dados. Essa comparação separa um erro de fórmula de um problema de transferência entre cadastro, pedido e documento fiscal.

Confira também se o diferimento cabe à operação e ao CST/classificação tributária adotados. A regra 1062 valida uma conta; ela não concede direito ao diferimento. A ausência obrigatória do grupo e seu preenchimento proibido possuem regras próprias, relacionadas aos códigos 1061 e 1090. Não retire o grupo apenas porque isso faria a UB61-10 deixar de ser examinada.

Como corrigir conforme a causa

O emissor calculou sobre outra base. Uma integração pode usar o total comercial do produto em vez de gIBSCBS/vBC. Compare a composição da base e a memória fiscal aprovada. Se a base enviada está correta, ajuste a rotina para utilizá-la no diferimento. Se a base está errada, corrija sua causa com o responsável fiscal e recalcule os campos dependentes, sem trocar apenas o valor final.

Existe redução, mas o cálculo usou a alíquota normal. Confira pAliqEfet em gCBS/gRed. Antes de utilizá-la, verifique se sua própria apuração é válida; um erro nessa alíquota pode produzir também o código 1064. Depois, refaça o diferimento com a alíquota efetiva e mantenha os valores coerentes entre si.

O percentual foi convertido duas vezes. Se o diferimento é de 50%, o dado percentual é 50; o fator matemático é 0,50 depois da divisão por cem. Guardar 0,50 em um campo percentual e dividir novamente produz outra conta. Peça ao suporte que examine unidades e transformação dos dados, preservando o percentual fiscal verdadeiro.

A divergência veio do arredondamento. Solicite a memória com precisão decimal e identifique em qual etapa o sistema arredonda. Compare o valor monetário final com a tolerância da regra. Acrescentar ou retirar centavos manualmente sem explicar a origem apenas esconde o defeito e pode comprometer outros itens e totais.

Exemplo de conferência

Uma distribuidora fictícia tem um item com base de R$ 2.400,00, alíquota CBS de 0,9000% e diferimento de 50%. Sem redução, o cálculo é 2.400 × 0,009 × 0,50, resultando em R$ 10,80. Se o XML levou R$ 12,00, a diferença é R$ 1,20, acima da margem de um centavo.

Em outro cenário didático, com redução fiscalmente cabível e alíquota efetiva de 0,5400%, a mesma base e o mesmo diferimento resultariam em R$ 6,48. Reutilizar R$ 10,80 nesse item ignoraria a alíquota efetiva. Os números ilustram a conferência; não estabelecem enquadramento, benefício ou percentual de diferimento para a empresa.

Como verificar o resultado e quando escalar

Faça a correção pelo emissor, regenere o documento e confira o novo XML antes da transmissão controlada. Alterar diretamente um arquivo assinado pode invalidar sua assinatura. Examine o retorno seguinte: deixar de receber 1062 não prova autorização, porque outra regra pode apontar uma inconsistência remanescente.

Quando houver autorização, preserve XML e protocolo e confirme o vínculo com a operação correta. Revise os totais afetados pelo diferimento e monitore se a falha se repete em outros itens. A conclusão exige coerência do documento inteiro, além de resolver a linha indicada.

Acione a contabilidade para dúvidas sobre base, classificação e direito ao diferimento. Encaminhe ao suporte falhas de fórmula, precisão, serialização ou atualização da nota. Se a conta coincide com a documentação e a rejeição persiste, reúna valores, memória de cálculo, XML, resposta, horário, UF, autorizador e ambiente para análise técnica. Não faça transmissões repetidas sem uma nova evidência.

Fontes

Consulta e revisão documental por IA: 10/10/2026. Sem teste operacional por UF/autorizador e sem publicação externa.

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