NF-e e NFC-e
Rejeição 1025: confira se o cClassTrib é permitido na NF-e ou na NFC-e
A rejeição 1025 significa que a classificação tributária do IBS/CBS enviada em um item não é permitida para o modelo de documento usado. Um código pode existir na tabela e combinar com o CST, mas ainda assim estar vedado para a NF-e 55 ou para a NFC-e 65. A conferência precisa incluir o modelo, além do produto e da…
A rejeição 1025 significa que a classificação tributária do IBS/CBS enviada em um item não é permitida para o modelo de documento usado. Um código pode existir na tabela e combinar com o CST, mas ainda assim estar vedado para a NF-e 55 ou para a NFC-e 65. A conferência precisa incluir o modelo, além do produto e da situação tributária.
A mensagem da NT 2025.002-RTC v1.52 é:
Rejeição: cClassTrib do IBS/CBS não permitido neste modelo de DFe [nItem: 999]
O nItem identifica o item a investigar. O número 999 é a indicação exemplificativa do manual. Esse retorno não autoriza trocar o modelo ou o tratamento fiscal apenas para concluir a transmissão. NT v1.52, p.41, UB14-25.
O que a regra realmente consulta
A UB14-25 pertence à autorização da NF-e e da NFC-e, modelos 55/65. Quando imposto/IBSCBS/cClassTrib é informado, o autorizador consulta o indicador dessa classificação para o modelo: indNFe=0 impede seu uso na NF-e 55; indNFCe=0 impede seu uso na NFC-e 65.
Esses indicadores pertencem à tabela de cClassTrib. Uma descrição com aparência adequada, um CST compatível ou um código utilizado em outro documento não substituem essa conferência. Também não existe uma regra simples de que todo código aceito na NF-e é aceito na NFC-e. IT 2025.002 v1.70, p.5–6.
Separe a 1025 de duas rejeições próximas. A 1023 trata classificação inexistente; a 1024 trata incompatibilidade com o CST. Resolver uma delas não comprova que o modelo admite o código. A finalidade e o tipo da nota também podem ter validações próprias. Confirme sempre o texto completo, o serviço e o modelo, pois a numeração isolada não define o diagnóstico.
Antes de alterar, preserve a evidência
Guarde o XML transmitido, a resposta, a chave, o horário e o número do item. No arquivo, identifique ide/mod, ide/tpAmb, o CST e o cClassTrib do item recusado. Registre a UF, o autorizador e a versão do emissor. Confira o modelo no XML, mesmo que o usuário tenha aberto uma tela chamada genericamente “nota fiscal”.
Na tabela oficial, procure o código completo, preserve zeros à esquerda e leia os indicadores do documento. Confira também a descrição, a vigência e o fundamento usado para aquela operação. Permissão de uso no modelo é um requisito técnico; não prova, por si só, o enquadramento material da venda.
Por fim, compare o XML com o cadastro e com a regra de emissão. O mesmo produto pode participar de operações distintas, e uma configuração compartilhada pode ter levado a classificação de um fluxo para outro. Corrigir apenas a tela da nota deixa essa origem disponível para o próximo faturamento.
Três situações que pedem correções diferentes
O cadastro foi copiado de outro tipo de documento. Uma implantação pode importar classificações usadas em serviços, transporte ou outros DF-e para o cadastro de mercadorias. Identifique a origem e peça ao responsável fiscal que valide o tratamento do fornecimento concreto. O suporte deve revisar o filtro de códigos e os relacionamentos por modelo. Não transforme uma lista de classificações em escolha automática pelo nome.
O modelo emitido difere do fluxo aprovado. Confira se a operação foi encaminhada ao módulo correto e se a seleção de NF-e ou NFC-e corresponde ao documento cabível. Se houve erro de configuração, corrija o fluxo após análise fiscal. Se o modelo está certo, é o cClassTrib ou o enquadramento que precisa ser revisto. A troca entre 55 e 65 exige fundamento; não é um recurso para escapar da validação.
A classificação correta passou a ter um indicador diferente. Compare a versão importada pelo emissor, a data de emissão e a atualização oficial. Documente a diferença e peça avaliação conjunta do suporte e da contabilidade. Não force um código antigo ou outra hipótese com o único objetivo de reproduzir uma autorização anterior.
Quando a tela mostra o indicador correto e o XML envia outro código, investigue regras que substituem valores por cliente, natureza de operação ou integração. Atualize o documento rejeitado pelo sistema depois de corrigir a origem. A alteração no cadastro pode não modificar uma nota já preparada.
Um exemplo para reconhecer o problema
Uma empresa fictícia importa uma lista de classificações para o emissor e seleciona 400001 em um item de NF-e 55. O cadastro mostra CST 400, aparentemente coerente com o início do cClassTrib. Ainda assim, a tabela oficial consultada em 10/10/2026 apresenta indNFe=false e indNFCe=false para esse código.
A mesma consulta mostra permissão em outros documentos, inclusive NFS-e e BP-e. Portanto, seria incorreto concluir que o código é exclusivo de NFS-e. Para a NF-e do exemplo, o ponto decisivo é sua vedação ao modelo 55. A equipe investiga por que o cadastro ofereceu essa opção e solicita a classificação adequada aos fatos da operação. Não substitui por um código genérico nem altera a mercadoria declarada. Tabela oficial da Conformidade Fácil.
Versão, ambientes e atualização da tabela
Esta orientação foi conferida em 10/10/2026 com a NT v1.52, listada pela SVRS em 01/10, e o IT v1.70. O Informe prevê atualização das tabelas até 16/10/2026 em homologação e produção. Estar publicado não comprova que todos os autorizadores já concluíram a carga. Guarde a versão consultada e investigue diferenças de implantação quando forem relevantes ao caso. IT v1.70, p.3.
O aviso ENCAT de 05/10 postergou as entregas citadas da NT v1.52 para 26/10 em homologação e 16/11 em produção. A UB14-25 já aparece em versões anteriores e não tem marca de implementação futura na linha vigente; o aviso não permite concluir que foi desligada. A documentação também reserva orientações próprias para CRT 1, 2 e 4. Não generalize o cronograma do regime normal nem trate um teste como confirmação em produção. Avisos SVRS, NT v1.52, p.7.
Confira o novo resultado
Depois da análise fiscal e do ajuste, gere o arquivo pelo emissor e compare modelo, item, classificação e cálculos. Leia a resposta da nova transmissão. A ausência da 1025 não garante autorização nem confirma que o tratamento é juridicamente adequado. Preserve o protocolo quando autorizado e registre a correção no cadastro que alimenta as próximas notas.
Acione o contador se houver dúvida sobre documento cabível ou hipótese legal. Acione o suporte quando houver divergência entre tela, tabela e XML, ou quando o código permitido continuar recusado. Envie os registros do caso e a fonte oficial usada, sem compartilhar senhas ou certificados.
Fontes e revisão
Consulta e revisão documental por IA: 10/10/2026. Sem teste operacional por UF ou certificação fiscal humana.
Portal SVRS — Documentos, captura de 10/10/2026 que lista a NT 2025.002-RTC v1.52, publicada em 01/10/2026. A listagem não comprova carga ou ativação da regra em cada UF e ambiente.
Conferência prática: DBCORP, 01/08/2026 e Spedy, FAQ atualizado em 18/08/2026 tratam especificamente da 1025. Régys Borges da Silveira é o terceiro publicador, com análise geral de cClassTrib que explica esta regra. A indicação de exclusividade da NFS-e no exemplo da Spedy não foi adotada, pois a consulta oficial também permite BP-e.