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NF-e e NFC-e

Rejeição 1023: localize o cClassTrib que não existe na tabela oficial

Se a nota recebeu 1023, confira o código de classificação tributária do IBS/CBS enviado no item indicado. A SEFAZ não encontrou esse código na tabela utilizada pela validação. Antes de escolher outro número, identifique se houve erro de cadastro, transformação na integração ou desatualização da tabela. A…

Blog ALRA
Capa ilustrada da ALRA: Rejeição 1023: localize o cClassTrib que não existe na tabela oficial.

Se a nota recebeu 1023, confira o código de classificação tributária do IBS/CBS enviado no item indicado. A SEFAZ não encontrou esse código na tabela utilizada pela validação. Antes de escolher outro número, identifique se houve erro de cadastro, transformação na integração ou desatualização da tabela. A classificação correta precisa corresponder à operação da empresa.

O retorno documentado é “Rejeição: Classificação Tributária do IBS/CBS informada inexistente [nItem: 999]”. O nItem da resposta identifica o item afetado; 999 representa o número na documentação. Não é o NCM do produto nem o código interno do seu cadastro.

Qual campo foi rejeitado

A regra UB14-10 da NT 2025.002-RTC v1.52, página 41, se aplica à autorização da NF-e, modelo 55, e da NFC-e, modelo 65. Ela verifica a existência do valor informado em IBSCBS/cClassTrib, campo UB14. O leiaute prevê um código numérico de seis posições. NT 2025.002 v1.52, p.18 e 41.

Esse código detalha a classificação do IBS/CBS. Ele é diferente do CST de três posições e do NCM. Não se cria um cClassTrib juntando números que parecem representar a operação. Uma sequência com seis dígitos pode atender ao tamanho do campo e ainda assim não existir na tabela oficial.

Também separe os retornos vizinhos. O 1020 trata de CST inexistente; o 1024, de cClassTrib incompatível com o CST; o 1025, da classificação não permitida para o modelo do documento. Essas verificações se relacionam, mas a 1023 aponta inicialmente a existência do código. Depois da correção, outra inconsistência pode aparecer.

Primeiro compare cadastro e XML

Guarde o XML enviado, a mensagem integral, a chave, a data de emissão, o modelo e o ambiente. Anote a UF/autorizador e a versão do emissor ou integração. Localize o item indicado no XML e confira a descrição do produto, para evitar corrigir um item diferente.

Leia o cClassTrib do arquivo e compare com a tela e com a regra fiscal selecionada para a operação. Um produto pode ter classificações diferentes conforme o contexto fiscal; o campo visível no cadastro nem sempre é a única origem usada pelo emissor. Verifique também regras por operação, estabelecimento ou integração, quando existirem.

Se a tela contém um valor e o XML contém outro, procure a transformação entre eles. Se os valores são iguais, consulte a tabela oficial atual e a classificação indicada pela contabilidade. Essa comparação divide o problema entre a decisão fiscal, o cadastro e a geração do arquivo.

Como corrigir os cenários mais comuns

O código foi digitado ou importado incorretamente

Uma importação pode retirar zeros iniciais, truncar o campo ou confundir a classificação com outro código. Confira o registro original aprovado pelo responsável fiscal e a sequência de seis posições no XML. Corrija o cadastro ou o mapeamento que alterou a informação.

Não acrescente zeros de qualquer maneira e não tente números próximos até obter autorização. A correção deve recuperar a classificação verdadeira. Depois, gere novamente o documento rejeitado pelo fluxo do emissor e confira o valor que efetivamente será transmitido.

O sistema usou um valor padrão por falta de configuração

Se a classificação não foi vinculada à regra fiscal, a integração pode preencher um padrão inválido. Identifique o tratamento usado na nota e peça ao responsável fiscal para definir a classificação cabível. O suporte deve verificar por que a falta de vínculo chegou à transmissão sem ser tratada.

Evite um código genérico para todo o catálogo. Produtos parecidos podem ter tratamentos diferentes, e a existência de um código não significa que ele serve para qualquer operação. Documente o alcance do ajuste e confira outros cadastros que usam a mesma regra.

A tabela interna ficou desatualizada

Consulte a tabela oficial e registre a data de consulta. Confira a descrição, o CST associado, os indicadores do documento e os campos de início e fim de vigência disponíveis. Compare com a versão da tabela carregada no sistema. A atualização deve preservar os vínculos corretos e apontar registros que precisam de análise fiscal.

Não conclua que todo código antigo foi excluído nem que uma novidade já foi carregada em todos os autorizadores. Se o código aparece na fonte oficial, mas continua rejeitado, reúna o registro da consulta e encaminhe a divergência. Trocar a classificação válida por outra apenas para emitir mascara a causa.

O cadastro mudou, mas a nota conserva a classificação anterior

Confira se o documento foi preparado antes da correção. O sistema pode conservar os dados que recebeu ao montar a nota. Use o procedimento de recomposição ou recálculo disponível e compare o novo XML com o anterior.

Quando o conteúdo mudar, o emissor deve produzir novamente a assinatura. Não edite manualmente o arquivo já assinado. Preserve a operação comercial e seus registros; corrigir uma nota rejeitada não exige automaticamente criar uma nova venda ou trocar sua numeração.

Exemplo de causa comprovada

Uma loja fictícia migra o cadastro de uma regra fiscal para outro emissor. O responsável fiscal havia indicado uma classificação específica, mas a importação deixou seu vínculo vazio. O novo sistema gera 000000 no item 4. Na tabela oficial capturada para esta revisão, esse código não consta; a nota recebe 1023.

A equipe identifica o vínculo perdido e recupera a classificação previamente conferida com a contabilidade. Depois recompõe a nota, compara cadastro e XML e acompanha o novo retorno. O exemplo explica uma falha de migração, sem recomendar uma classificação universal ou presumir autorização após o primeiro ajuste.

Qual tabela e qual cronograma considerar

Em 10/10/2026, o portal SVRS listava a NT 2025.002 v1.52 como versão mais recente. A UB14-10 não aparece como alteração nova da v1.52 no histórico dessa versão. O aviso ENCAT de 05/10 adia a atualização 1.52 para 26/10 em homologação e 16/11 em produção; isso não suspende automaticamente verificações de classificação já existentes. Documentos SVRS, aviso ENCAT.

A consulta oficial da classificação apresenta dados próprios por registro, inclusive vigência e uso por documento. Não há uma única data de publicação que substitua a análise de todas as linhas. Confira a emissão e o ambiente concretos, sem presumir implantação uniforme por UF. A obrigação geral de informar IBSCBS possui outra regra; retirar o grupo para eliminar 1023 não resolve a classificação nem define a obrigação fiscal da empresa.

Como saber se o caso foi resolvido

Verifique o código corrigido no XML, sua correspondência com a decisão fiscal e o resultado da transmissão. A mudança de mensagem pode significar que a existência foi aceita e outra regra precisa de tratamento. Confirme a autorização e o protocolo da chave correta quando esse for o resultado final.

Acione a contabilidade para escolher ou revisar a classificação. Chame o suporte quando houver tabela antiga, vínculo perdido, valor transformado ou documento que não incorpora o cadastro novo. Havendo código oficial válido e divergência persistente, encaminhe ao autorizador XML, resposta, horários, modelo, ambiente e evidência da tabela. Evite retransmissões repetidas sem alteração comprovada.

Fontes e revisão

Consulta documental e revisão por IA: 10/10/2026. Sem emissão de teste por UF/ambiente e sem certificação fiscal humana.

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