NFC-e
Rejeição 1005 na NFC-e: confira o município da venda fora do estabelecimento
Se sua empresa vendeu presencialmente fora da loja e a NFC-e retornou 1005, confira o local real da operação e o município enviado ao fisco. O documento declarou uma venda externa, mas não informou o campo de município do fato gerador do IBS. Trocar a modalidade da venda apenas para eliminar a mensagem pode deixar a…
Se sua empresa vendeu presencialmente fora da loja e a NFC-e retornou 1005, confira o local real da operação e o município enviado ao fisco. O documento declarou uma venda externa, mas não informou o campo de município do fato gerador do IBS. Trocar a modalidade da venda apenas para eliminar a mensagem pode deixar a nota incompatível com o que aconteceu.
A mensagem exata é “Rejeição: Operação presencial fora do estabelecimento sem informação do município do fato gerador do IBS”. Na NT 2025.002-RTC v1.52, ela corresponde à regra B25b-70, na autorização da NFC-e, modelo 65. A coluna de modelo não autoriza aplicar esse diagnóstico automaticamente à NF-e 55, a eventos ou a outros documentos fiscais. [1]
O que a validação compara
A B25b-70 relaciona dois dados da identificação do documento: indPres=5, que declara operação presencial fora do estabelecimento, e a ausência de cMunFGIBS, o município de consumo/fato gerador do IBS e da CBS. A mensagem usa IBS; o leiaute descreve o campo com IBS/CBS. São referências ao mesmo campo, não exigências de dois municípios separados. [1]
O campo cMunFG identifica o município do fato gerador do ICMS e continua sendo um dado distinto. Preencher esse campo antigo não demonstra que cMunFGIBS também foi gerado. Da mesma forma, informar um nome de cidade em observações não substitui a informação estruturada esperada no XML.
Existe uma ressalva documental relevante. Na página 15, o leiaute B12a orienta preencher cMunFGIBS somente com indPres=5 e sem endereço do destinatário nem local de entrega. Já a redação da B25b-70, na página 32, não explicita uma exceção baseada nesses endereços. Se a nota tem esses grupos preenchidos e mesmo assim recebe 1005, preserve-os e encaminhe a diferença ao suporte e ao autorizador. Não remova endereços verdadeiros nem presuma dispensa que a regra não declara. [1]
Antes de alterar o cadastro
Guarde o XML efetivamente transmitido e a resposta completa, incluindo código, mensagem, horário, ambiente e identificação da nota. Registre a UF do emitente, o autorizador utilizado e a versão do emissor. Uma tela preenchida corretamente pode gerar um arquivo diferente quando existe integração, configuração antiga ou documento preparado antes da atualização.
Compare ide/mod, ide/indPres, ide/cMunFGIBS, endereço do destinatário e grupo de entrega. Pergunte também onde ocorreu a venda: no balcão, em feira, em atendimento externo ou por outra modalidade. “Fora da loja” no relato comercial precisa ser traduzido para a classificação fiscal correta; não basta escolher a opção que o sistema aceita.
Três cenários que pedem tratamentos diferentes
Venda externa verdadeira, sem município informado
Uma operação em feira pode ter sido marcada corretamente como presencial externa, mas o cadastro do evento não alimentou o município no XML. Confirme a cidade real e seu código oficial, ajuste a origem do campo e gere novamente o documento pelo emissor. O leiaute define informação numérica de sete posições; não use CEP, nome abreviado ou código interno do cadastro como substitutos. [1]
O código do município não deve ser escolhido automaticamente pelo endereço da sede. A equipe precisa demonstrar a relação entre o local da venda e o valor transmitido. Se houver dúvida sobre o enquadramento ou local fiscal da operação, resolva-a com o responsável fiscal antes de transmitir.
Venda dentro da loja classificada como externa
Se a venda aconteceu no estabelecimento e o operador selecionou a modalidade externa por engano, a correção começa no indicador de presença. Confirme o fato, ajuste a classificação verdadeira e revise os campos dependentes. A B25b-60, retorno 1000, trata o município do IBS informado indevidamente quando indPres é diferente de 5. Corrigir um campo sem revisar o outro pode apenas trocar a rejeição. [1]
Esse cenário não autoriza mudar toda venda externa para presencial no estabelecimento. O ajuste só se sustenta quando a classificação anterior estava comprovadamente errada. Também não significa que qualquer venda pela internet possa ser convertida em NFC-e presencial; modalidade e modelo têm requisitos próprios.
O município aparece na tela, mas desaparece no arquivo
A cidade pode estar vinculada ao pedido enquanto o gerador busca o endereço da filial ou omite um campo recém-adicionado. Peça ao suporte uma comparação entre os dados de entrada e o XML final. Corrija a transformação, atualize a nota rejeitada e gere nova assinatura pelo sistema. Editar o arquivo assinado à mão não corrige a integração que originou o problema.
Exemplo de conferência
Uma loja fictícia de utensílios participa de uma feira em município diferente do da sede. O pedido registra venda externa, sem endereço de destinatário nem grupo de entrega. A NFC-e sai com indPres=5, mas sem cMunFGIBS, e retorna 1005.
O responsável confere o local da feira, consulta o código oficial do município e identifica que a integração só exportava cMunFG, relativo ao ICMS. O suporte ajusta a geração do campo separado e reprocessa a nota. Na conferência, a empresa verifica o município real, a permanência da modalidade externa e o novo retorno, sem alterar produto ou tributação apenas para passar na validação.
Como saber se o tratamento terminou
Antes de reenviar, confirme que o novo XML contém os dados aprovados e que o ajuste atingiu o documento rejeitado. Depois, leia a resposta correspondente à chave correta. O desaparecimento do 1005 pode revelar outra pendência; só registre autorização quando houver resultado de autorização e protocolo coerentes, preservados no sistema.
Acione o suporte quando o XML não acompanha o cadastro ou existe divergência entre leiaute e retorno. Leve o caso ao responsável fiscal quando houver dúvida sobre local, presença ou modelo. Se os dados e a documentação coincidem e o autorizador mantém a recusa, reúna evidências para a Sefaz, sem tentativas repetidas sem mudança.
Versão, ambiente e fontes
Consulta em 10/10/2026. A lista SVRS identifica a v1.52 como publicação de 01/10/2026. O aviso ENCAT de 05/10 adiou mudanças com homologação prevista em 05/out para 26/10 e produção para 16/11/2026. A B25b-70 é anterior a essa atualização; o aviso não comprova sua ativação ou suspensão em cada UF. Não foi realizado teste de emissão. [2][3]
NT 2025.002 v1.52, páginas 15 e 32.
Conferência prática: TecnoSpeed, código 1005, TOTVS, tratamento do campo no Datasul e Berga, código 1005. A TOTVS trata contexto adjacente; as generalizações de item/tributação do Berga não foram adotadas. Limites e divergências estão em fontes.json.